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Segundo especialistas norte-americanos, as crianças têm menos receptores no nariz para que o coronavírus penetre no organismo
Para chegar a essa conclusão, os cientistas utilizaram 305 amostras de tecido nasal conservadas no instituto de pesquisado ligado ao Hospital Monte Sinai de Nova York, nos Estados Unidos, colhidas entre 2015 e 2018, de pessoas com idades entre 4 a 60 anos. “Nós nos perguntamos muitas vezes e esse estudo pode nos ajudar a esclarecer. Mas “provavelmente o motivo é multifatorial”, afirma Cristina Calvo Rey, porta-voz da Associação Espanhola de Pediatria.
No entanto, entre outras possíveis explicações consideradas está que as crianças estão muito acostumadas ao contato com vírus, como os outros coronavírus e enterovírus, e podem ter desenvolvido algum tipo de imunidade cruzada, diz a pediatra. Cristóbal Coronel, secretário da Sociedade Espanhola de Pediatria de Atenção Primária (Sepeap), concorda. “É preciso levar em conta que a maioria dos quadros gripais de crianças, os mais frequentes, são produzidos por um coronavírus”, disse. “Tanto trabalho e tanta pesquisa estão sendo feitos que espero que em pouco tempo tenhamos respostas”, completou Calvo Rey. No entanto, há ainda a hipótese de que as crianças estejam sendo pouco testadas. “Até uma semana atrás, os testes não eram acessíveis e, como a maioria dos casos era leve ou assintomático, nós os mandávamos para casa”, disse Cristóbal.
Fonte: revista Crescer



